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womanyzing

"What is done in love is done well " Vicent Van Gogh

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Qua | 29.08.18

De repente nos trinta!

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Sim é o nome de um filme, mas acho que a sensação é um pouco a mesmo! 

Gostava de ter escrito uma carta, quando tinha quinze anos para ler quando chegasse aos trinta. Não o fiz com muita pena minha. Talvez escreva uma agora para ler quando fizer quarenta... 

Se me tentar lembrar de como pensava que seria minha vida com trinta anos, acho sinceramente que não falhei muito os meus objetivos. 

Tenho um trabalho que gosto muito, tenho a minha casa, tenho a minha independência! Não me casei e também não tenho filhos, ou melhor, até tenho mas são de quatro patas! 

Também acho que nunca ambicionei essa vida para mim, posso ter "falhado" perante a sociedade, mas não falhei com os meus ideais. 

Estou diferente de quanto fiz vinte, mas também estou diferente de quando comecei a escrever o blogue. Tinha vinte e quatro anos!

Confesso que muitas vezes não me reconheço em certos textos que escrevi, mas é aí que está a piada. É poder ver a minha evolução enquanto ser humano. 

Continuo a dramatizar mais do que queria, mas menos do que fazia. Sou muito mais contida nos meus sentimentos. Talvez tenha sido essa a minha maior mudança. Não entrego os meus sentimentos com tanta facilidade, não me apaixono com a mesma intensidade dos vinte. 

Acho que a idade nos trás mais medo, medo de sofrer, medo de nos magoarmos, medo de magoar alguém, então acabamos por ser mais contidos na forma como sentimos e como o demonstramos. 

Também já não acho que devemos dizer tudo aquilo que pensamos, sem nos preocuparmos com o impacto que tem na outra pessoa. Acho que a maior qualidade que ganhei com o passar dos anos foi a empatia. 

O mundo era muito mais feliz se todos tivéssemos mais empatia pelos outros. E não, não estou a falar de sermos todos muito cordiais uns com os outros, isso é simpatia! 

Estou a falar da capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de pensarmos o que faríamos se estivéssemos na mesma situação. Será que gostávamos que nos julgassem? Que nos "despejassem" um monte de conselhos que podemos ler em qualquer livro de autoajuda? 

Às vezes só precisamos de saber ouvir, como digo muitas vezes, "se os conselhos fossem realmente bons, não se davam, vendiam-se". 

Cheguei aos trinta acima de tudo com o coração cheio de amor, tive direito a muitas festas de aniversário, inclusivamente uma surpresa (foi preciso fazer trinta anos, para ter uma festa surpresa!!). 

Tenho a melhor família do mundo e soube escolher muito bem os amigos que quero que me acompanhem ao longo da minha vida. Não sou feliz todos os dias, ninguém é, mas tenho muitos dias de felicidade! 

Não sei como vão ser os próximos anos, mas acho que estou no caminho certo!

 

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